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OLHOS DISTANTES
 
Os olhos vão ao longe
Onde se encontram o azul do céu,
O branco de nuvens
E as multicoloridas águas do mar.
Deslumbram os verdes das matas
Os olhos ainda nos distantes
Montes que as levam tão alto
Juntos às brilhantes e quentes praias.
E a pele do rosto aquece
Voltada na insistente direção
Incandescente do Sol
Imposta por esses olhos carentes,
Que, teimosamente afastados,
Inebriados pelo que é de todos,
Negligenciam o tão somente seus,
Ali tão pertos, ao lado.

Devotados olhos brilhantes,
Neles concentradas no perto
Todas as belezas distantes
E juntinho um sorriso de encantos,
Pacientemente aguardam
(Nesses olhares longínquos)
Um instante de cansaço
E que voltem a este curto espaço
Trazendo neles todas as doçuras
Roubadas remotamente
E os notem, ali, desejosos
E neles olhem e encontrem o que procuram.
Ismeraldo Pereira
Enviado por Ismeraldo Pereira em 05/11/2018
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