Ismeraldo Pereira Sousa
"Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar?" Drummond
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Textos
A AMADA NA MOLDURA

Ao fundo, o céu, com o seu azul e nuvens brancas, desce
e encontra-se com o horizonte
tocando o mar com seu azul musgo.
Ao lado, prendendo o mar que o sol aquece,
verdes matas sobem ao monte
para se juntarem formando, bem esquadrejada, uma moldura.

Preso, circulando sem poder sair,
o vento assume uma missão delicada e pura:
fazer esvoaçante os cabelos da mulher amada,
deixando-os soltos, mas sem poder fugir;
Levando-os ao rosto sem todo ele cobrir,
nem esconder da boca o lindo sorrir,
e permitindo brilhar, através do seu olhar,
a pureza da sua alma ao refletir
o azul e branco do céu,
o verde dos montes
e a coloração do mar.

E então no centro,
estonteantemente bela,
esvoaçante e linda,
vê-se aquela que canto nesta aquarela.
Ismeraldo Pereira
Enviado por Ismeraldo Pereira em 01/07/2020
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